Eles têm fome, sede, querem abrigo,
Humilham-se de todo, são ignorados,
Vagam como míseros embrutecidos,
Estão por todo o lado.
Nada se faz, exilam-se os alienados,
Não fazem parte do mundo, vivem à deriva,
Deixam-se ficar como desabrigados,
Deixa-se morrer, nega-se a vida.
Eles têm pressa, é aqui e agora
Querem comida, não só água e pão,
Um olhar afável, seria bem vindo,
São nossos irmãos.
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