Vou navegando,
barca à deriva
à espera de uma corda
com nó de pescador.
Quero um aconchego,
um porto seguro.
Sinto meu corpo
balançando,
minha alma,
já não a entendo mais;
sei que, cortada
por ventos violentos,
pode afundar…
mas, se a tempestade
amainar,
pode ser salva
até o último momento,
em que teu braço forte,
sustentáculo manso e
gentil
acercar-se-á de mim.
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