Sou só entre viandantes de rotina,
Sofro a dor da perda intermitente,
Mergulho na solidão que me domina,
Passo os dias em dores permanentes.
Já não sei se sou apenas um resquício
De um passado escuro, frio, desbotado,
Perco-me em divagações , busco artifícios
Que me devolvam um pouco do passado.
Eu desconheço assim os meus pecados,
Filhos de dias, horas e insônia,
Pequenos talvez, ainda assim pecados…
Todos os dias meu choro é dirigido,
Lágrimas rolam, meu rosto é sombra
Do que viveu, um dia, ao seu lado.
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